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“Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria subtância, já que viver é ser livre.”

Simone de Beauvoir

8 de Março. Eu reconheço a importância e o simbolismo desse dia.

Mas rejeito a hipocrisia, a barra forçada.

Não gosto que encarem o ‘Dia da Mulher’ como o dia das “coitadinhas” que têm uma data marcada para receberem atenção especial.

Dispenso. Engula. Não preciso.

Os “parabéns” são sinceros? Então eu aceito.

Aceito porque concordo que a gente é demais mesmo!

Porque tenho certeza que muito homem não aguentaria o nosso tranco.

Fazer tudo o que fazemos, provar tudo o que provamos… com elegância, charme, sentindo cólica, TPM, ouvindo piadinha de mal gosto, insinuações e olhares maldosos, com o cabelo arrumado, sem olheiras e muitas vezes de salto alto, não é pra qualquer um.

Queria ver um homem trabalhar tanto quanto outro qualquer, e ver que ganhou menos no final do mês porque…. é homem. Aguentaria?

Tem que ter peito. Se é que me entende.

Peito pra não parar por isso. Pra não deixar que ninguém nos pare.image1

Pra que a gente continue a trajetória de lutas e vitórias que já nos trouxe onde estamos hoje. E levará nossas filhas e netas a uma sociedade mais justa.

Pois é… porque além de tudo, a gente ainda tem fé!

Então hoje é o dia de celebrar quem somos! E o que seremos!

Algumas amigas decidiram querer apenas respeito.

Eu quero respeito. E também as flores, e bombons, segurança, sapatos, bolsas, igualdade salarial, jantar especial e mensagens carinhosas, exercer meu direito de ir e vir, presentes, roupas, viagens, justiça, cuidados, maquiagem, liberdade…

Tenho direito a todas as coisas.

A todos os sonhos, e talentos, e lutas;

Inclusive a um homem que me ame e respeite tudo isso (obrigada, amor!)

A ser virtuosa, sábia, edificar meu lar, apoiar meu marido, ser mãe quando quiser, filha, irmã, amiga, profissional, feminina, vaidosa, me valorizar e ser valorizada.

Me recuso a ser vítima… Sou MULHER

… e NÃO vou deixar que nada ME LIMITE, ou DEFINA.

(nem um homem, nem outra mulher)

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